6H Agridoce - netcast de tecnologia, ciência e internet
Emissão em mp3 sobre Linux, open source, novas tecnologias, exploração espacial e os limites da ciência.
Sexta-feira, Janeiro 31, 2003
"inocência" é apenas um conceito inventado por um sujeito que queria sacanear ou comer alguém.
"DEUS" - O computador do Criador.
"Rezar a Deus" - O mesmo que rezar a Edison quando uma lâmpada se funde.
in
A Imortalidade de Kundera
O que é que tu sabes? Verdadeiramente, o que é que realmente sei? Algo que sem qualquer margem de dúvida, possas afirmar. Sabes que és? Como sabes que és? Sabes que nada sabes? Como sabes isso?Sabes factos passados? Mas sabes factos teus ou são factos externos? E como garantes de forma inequívoca a ti mesmo que sabes? Viste? Não sonhaste? Não te estarão a enganar os teus sentidos? Se todos os teus sentidos te enganam, o que sabes e como o sabes verdadeiramente?
Normalmente não peço às pessoas para comentar os meus devaneios. Neste caso vou aceder e deixar que comentem. Um vez que o assunto é metafísico e pode dar respostas engraçadas. Clique no link abaixo e diga qual a sua resposta ao texto anterior. Alternativamente pode enviar a resposta por email para sixhat@msn.com. As melhores colocarei posteriormente aqui.
O que sabes?
Quinta-feira, Janeiro 30, 2003
NOTE TO MY : MOVIES TO SEE
Full Frontal - Vidas a Nu
Atanarjuat – O Corredor
Gerry (dia 7 de fev estreia)
Já devem ter reparado que normalmente não dou títulos aos meus escritos... pura e simplesmente escrevo e depois "post".
Mas se calhar devia! Digam-me se sim? se não? se quiserem? se não,... não digam, pronto... eu fico na mesma ou quase tudo ficará na mesma se calhar!,
Mas para o texto abaixo se quiserem enviar sugestões para o título digam. O melhor título... escolhido por
moi será colocado aqui
Títulos entretanto chegados aqui ao meu
email
VVVVVVVVVVVVVV
MS -
Amor ou Egoísmo
MS -
Será que algum dia encontrarei o verdadeiro Amor?
SO -
Eu
Os despojos de qualquer relação são sempre complicados de lidar. Nomeadamente aqueles que são de ordem psicológica. Claro que ninguém entende porque se acabam e começam relações, sem ser, claro, em situações muito específicas. E ninguém parece querer entender também! MAS a verdade é que as relações hoje em dia são completamente diferentes das dos nossos pais. Eles lutavam contra as adversidades pelas suas relações. Nós?... Lut... até me engasgo. Pois é. Dirão com certeza que ando noutro planeta e que não era nada assim. Que eles também eram como nós. Ou então que afinal lutavam lutavam, para a merda de relações (quando escrevi pela primeira vez escrevi ralações em vez de relações...) que tem. Nós que somos da geração que atura as merdas dos nossos pais. (Quantas pessoas podem dizer que realmente tem pais com uma relação excepcional?) E claro nós tendo este background, somos cabrões. Deixamos de acreditar nas relações. Porquê acreditar nas relações mais do que acreditar em mim? Se por acreditar demasiado nas relações tive que levar com o esquecimento de mim? Se farto de ver as relações a caminhar para espirais de tédio não quero caminhar de mão dada? É que não sei se se lembram mas uma espiral vai ficando apertadinha apertadinha. E eu sufoco, e não tenho paciência e ... É verdade que gosto de todas as minhas ex namoradas... porque se calhar aquilo que com todas aconteceu foi eu não querer entrar em nenhuma espiral... por muitas juras que elas fizessem de me deixar toda a largura do mundo. Se fosse preciso até caminhavam atrás ou à frente de mim. Mas a verdade é que eu sou terrível. Desleixado e não tenho paciência para partilhar o espaço. Eu gosto do meu espaço e não namoro para o partilhar. Sei lá se namoro por vezes.... Se calhar sou apenas um amigo colorido para as minhas namoradas... Sou não... sinto-me como... Porque senão elas vão acusar-me de ser esse o defeito que tenho. De as considerar apenas amigas coloridas... Claro.. Sou egoísta.. devem estar a pensar por esta altura. Desculpem abusar dos Eus e desculpem estar a plagiar alguém com esta frase. Se esse alguém souber... vai-me perdoar... Mas para quem lê! Azar leia mais e descubra de quem plagiei... Se eu não dissesse não se ia lembrar pois não? MAS voltando a Eu. Sou egoísta. Magoo muito quem se quer aproximar... É verdade, mas também não há manual para lidar COMIGO. E COMIGO só EU posso. Desculpem abusar, MAS POSSO. E esta liberdade de abusar aqui com as palavras é-me dada pela minha existência. E é esta razão uma das minhas razões. De ser como sou e de colocar um ponto final quando me parecer que este texto mais parece uma carta de justificações.
(E vai assim mesmo sem revisão nem segunda leitura)
PONTO FINAL.
Quarta-feira, Janeiro 29, 2003
Mas optimismo... sempre, que a vida são dois dias, um já passou, o outro vai a meio, eu sou o máximo, e quem quiser que se cuide. Ah! Vida!.
Tempo é dinheiro. Tempo é coisa que não tenho e dinheiro é coisa que escasseia... Se tempo é dinheiro então esta máxima aplica-se mesmo ao que eu estou a passar neste momento. O dinheiro voa e não fica aqui...e tempo para o fazer também parece não ser muito.
Segunda-feira, Janeiro 27, 2003
Se descubro algo partilho. Se quero algo, procuro, se quero paz... não tenho.
Domingo, Janeiro 26, 2003
Note to MY
XXX chega finalmente a Portugal, após a entusiástica aclamação nos melhores teatros da Europa.
A prestigiada companhia catalã La Fura dels Baus entra no género erótico com os olhos postos no radical e transgressor escritor Marquês de Sade e a sua novela “A filosofia na alcova”. Seguindo esta obra e adaptando-a aos nossos dias, XXX trata da perversão de uma jovem chamada Eugénie por parte de um grupo de libertinos.
XXX é um fantástico espectáculo de Teatro Digital, na linha interactiva a que a companhia já nos habituou, que rompe com a hierarquia sexual imperante. A interactividade com o público constitui um instrumento de extremo impacto, num teatro interior em que o sonho se torna realidade.
XXX | La Fura dels Baus
Produção: Par’ideias
3 a 8 de Março
21h00 | Grande Auditório
Duração:1h30 s/intervalo
Preço para 1a ou 2a plateia: 30 EUROS
Sexta-feira, Janeiro 24, 2003
The Cat’s Meow
Hollywood, Hollywood.
Um filme excelentemente filmado. Um conjunto de actores que sem ser de primeira água, é excelente. Um realizador que nos mínimos detalhes é soberbo. Que manteve o ritmo do filme de forma a prender o espectador e com pormenores deliciosos... O inicio e fim a preto e branco. Afinal tudo isto é Show Biz. A transição entre o caixão e o barco onde o prenuncio de desastre é óbvio. Os guarda-roupa... o próprio granulado da película... O Charlston... Os músicos de Jazz
A mestria da filmagem de interiores num barco de 66 metros. O passar do exterior para o interior e depois novamente para o exterior do barco. E claro o vírus de Hollywood cujos sintomas são sentir-se a pessoa mais importante de qualquer sala onde se entre, só o dinheiro importar e deixar de lembrar de alguma convicção que alguma vez tivera. E claro assim vivendo nesse organismo que é a industria do cinema. Os loucos anos 20... ou...se calhar ainda hoje é assim...
Charlston Charlston...
Quinta-feira, Janeiro 23, 2003
Os Cabr....do Sapo vão mudar o tarifário do ADSL e não dizem nada... uma vergonha...
Terça-feira, Janeiro 21, 2003
Just like she's in an another world...
The Libertines...
http://businesssoft.about.com/library/weekly/aa113102a.htm
http://www.centerspan.org/tutorial/connect.htm
http://www.mids.org/what.html
http://www.lib.berkeley.edu/TeachingLib/Guides/Internet/WhatIs.html
http://www.damnzine.hpg.ig.com.br/
Segunda-feira, Janeiro 20, 2003
De novo a escrever desenfreadamente. Quero dizer mil coisas e quero dizer mil coisas depressa de mais. E quero saber tudo e compreender e porque raio o céu deixa de ser azul se o gastarmos e olharmos para ele tempos sem fim! Por vezes não percebo esta merda. Porque é que as coisas se gastam por olhar para elas. O uso devia gastar. Lei do atrito. Mas agora de olhar? Não percebo. Porque tenho sempre que andar a uma velocidade que não consigo acompanhar? Cinzentinhos? Só se for o meu cérebro. Que raios.
Estava a reler uns textos antigos e dei por mim a receber energia do passado. Não sei se já aconteceu com mais alguém. Comigo foi a primeira vez. Mentiroso. Estou só a fazer sala. Sempre que alguém escreve alguma coisa que lhe diz respeito e da qual gosta imenso claro que vai sentir muitas saudades do passado e vai sentir uma fonte de inspiração para continuar a escrever. Mas isto a propósito de um Poema do nosso MSC que de belo é mais explicito que qualquer palavra que sobre ele possa escrever. E eis a razão da minha saudade e eis a razão do meu contentamento e eis porque sim e porque sempre sim.
SUGESTÃO
As companheiras que não tive,
Sinto-as chorar por mim, veladas,
Ao pôr do Sol, pelos Jardins...
Na sua mágoa azul revive
A minha dor de mãos finadas
Sobre cetins...
Mário de Sá-Carneiro
Paris, Agosto de 1914
Por vezes pregam-nos partidas. A partir do próximo mês vou ter uma vida complicada. Um horário completamente preenchido e muito pouco tempo para aturar quem quer que seja. Vou entrar ainda mais cedo e vou sair mais cedo também. Mas depois vou voar até Oeiras e vou tentar formar duas turmas ao mesmo tempo. E depois no fim vou dormir. Descansar e tentar chegar ao próximo fim-de-semana inteiro, para ler os meus livros, a minha poesia e ir aos meus cinemas. E tentar recuperar algum do meu tempo perdido.
Domingo, Janeiro 19, 2003
Cinema: Filmes a Não Perder. uma mensagem a mim mesmo.
Onde Jaz o Teu Sorriso?
São Jorge
Sala 2
21h15
O Miar do Gato
Quarteto
Sala 4
14h30, 16h45, 19h15, 22h00, 24h00
Caro amigo. Agradeço imenso o tempo que me dispensou e o convite que me endereçou. Acordo lentamente e lentamente sinto o meu corpo renascer daquelas cinzas que me toldaram a vista durante o ano de 2002. Ressuscito aos poucos e aos poucos assumirei aquelas funções insanas que em mim existiram. Os amigos servem para as ocasiões naturalmente. E naturalmente eu estou pronto para as minhas obrigações de amigo que perdido em terras de Camões se desencontra em Pessoa e se perde nos passeios soalheiros de Domingo à tarde, na Paris de princípio de século, do nosso também amigo... MSC. Até lá os meus silêncios não serão tão longos.
Sábado, Janeiro 18, 2003
Sábado de manhã. O meu Word anda marado. Acho que vou ter que formatar de novo o meu portátil. Começo a desesperar com este pc da treta. Ainda por cima tenho o curso de Formação para dar nó próximo mês. Não posso correr o risco de ter um pc...aos tombos. Pelo menos durante esses dias terei que o ter o mais limpo e calmo possível. O ideal seria mesmo ter apenas ter o Windows 2000 e o Office 2000 instalado. Isto para estar o mais próximo do sistema que os alunos vão utilizar.
Sexta-feira, Janeiro 17, 2003
Fim de semana... Já não era sem falta.
Ufa...
Estava cansado desta semana louca.
Afinal onde vamos todos nós...
Um dia inteiro entretido com alterações pequenas... Pouca coisa se andou a fazer. Um trabalho oculto que ninguem desconfia e que dá imenso que fazer. As pequenas coisas são sempre mais complicadas...Enfim...
Quinta-feira, Janeiro 16, 2003
Robin Robin Robin Robin... Onde vais tu?... Robin Robin Robin...
Se uma fotografia vale mil palavras...
Uma palavra vale?...
Yeah Yeah Yeah
Neste caso a palavra é
NÃO e valerá aquilo que cada um decidir fazer a seguir.
Ainda não almocei... hoje embrenhei-me no trabalho.. e ainda não parei.. Realmente resolvi alguns dos problemas mais chatos que havia para resolver na programação do jogo.. e finalmente vou poder almoçar...
Esta vida mata qualquer um. Não almoçar a horas... andar sempre desajustado das coisas... enfim.. puta de vida...
Ainda por cima cheguei atrasado hoje de manhã e agora quero-me ir embora... Acho que vou sair e já não volto.. Pode funcionar com bom exemplo ... para ... para os meses que se avizinham...
Quarta-feira, Janeiro 15, 2003
16 h de trabalho por dia matam qqr um...
Segunda-feira, Janeiro 13, 2003
Um fim... o filme é um fim em sim mesmo para que o sr. Produza em catadupa os seus originais filmes. Enleado em si mesmo. Alguém seria capaz de ver um filme de
Jerry Lewis sem pensar no cómico? alguém consegue ver um filme de
Woody Allen sem pensar no hipocondríaco e sem pensar nas sessões de psiquiatria? Não pois não? E em
Hollywood Ending também não foge à regra. É
Woody Allen. Sem tirar nem por. Está lá tudo. Nova Iorque, o psiquiatra e mais uma das muitas doenças que
Allen sofre ou sofreu ao longo da sua já longa carreira. Aqui neste caso é a cegueira. A sua? Ou a do cinema americano. Daquela industria que sem ver, sem pensar, sem mais nada é capaz de produzir estrondos de bilheteira. E claro uma ligação pequena a França e a
Jerry Lewis que nunca foi muito bem percebido nos Estados unidos e que em França era herói. Mas
Woody Allen também… É mais genial cá fora que lá dentro. Mas será que não está a cristalizar?... Vejam... Vale bem o que gastarem no bilhete... mas não esperem nada mais que
Woody Allen aprumadinho e muito certinho nos seus dilemas... e no seu umbigo.
Para surpresas leiam abaixo
um momento... IRREVERSIBLE...
O tempo destrói tudo
Vale a pena?.... Entre este e um qualquer
007 vale... E muito! Valerá a pena sair com a frustração de se sentir defraudado? Passados 2 dias vale a pena. Porque nos intriga... e porque nos faz pensar. E porque incomoda muitos homens e revela uma feminilidade tremenda. Crítico no primeiro instante, depois do sono revela-se cheio de momentos de elevada poesia. Mesmo apesar da sensação de desfalque a que fomos obrigados. Sentimo-nos nus. E por vezes é preciso perder as nossas vergonhas. Nem que seja no cinema. Algures no tempo perdido e desconcertante, sem procurar comparações que são óbvias.
Sexta-feira, Janeiro 10, 2003
O holocausto silencioso das mulheres a quem continuam a extrair o clítoris
Leiam a reportagem
aqui
Está sol... finalmente um dia com sol.
Eu sou verdadeiramente aquele tipo de pessoas que detesta os dias soturnos em que o sol não aparece. Odeio-o por isso e os meus dias são uma merda.
Quinta-feira, Janeiro 09, 2003
A gata da minha irmã... novamente... somente para dizer que a gata é adorável e que já tem 1 site e um blog. Nada mau para um felino.
pode-se ver em
http://www.geocities.com/caricacarica/
FEMININA
Eu queria ser mulher pra me poder estender
Ao lado dos meus amigos, nas «banquettes» dos cafés.
Eu queria ser mulher para poder estender
Pó-de-arroz pelo meu rosto, diante de todos, nos cafés.
Eu queria ser mulher pra não ter que pensar na vida
E conhecer muitos velhos a quem pedisse dinheiro -
Eu queria ser mulher para passar o dia inteiro
A falar de modas e a fazer «potins» - muito entretida.
Eu queria ser mulher para mexer nos meus seios
e aguçá-los ao espelho, antes de me deitar -
Eu queria ser mulher para que me fossem bem estes enleios,
que um homem, francamente, não se podem desculpar.
Eu queria ser mulher para ter muitos amantes
e enganá-los a todos - mesmo ao predilecto -
Como eu gostava de enganar o meu amante loiro, o mais esbelto,
com um rapaz gordo e feio, de modos extravagantes...
Eu queria ser mulher para excitar quem me olhasse,
Eu queria ser mulher para me poder recusar...
Paris - Fevereiro, 1916
Mário de Sá-Caneiro
Quarta-feira, Janeiro 08, 2003
O capitalismo. O capitalismo. O catolicismo. O capitalismo. O capitalismo. O capitalismo. O capitalismo. O capitalismo cubano.
Pessoas que se expõem. Que são mais do que aquilo que se expõem mas que expondo se permitem ser sugados por um público ávido de sangue. E de curiosidade. A forma como procuramos captar as essências de outros através daquilo que os outros nos mostram. No fundo trata-se da frustração do nosso ego em luta com o exterior. Captando todos os seus sinais. Esse fascínio perdido que nos provoca é o mesmo que nos arrasta.
Tangerinas. Se ela não utiliza geleia... então ... paciência.
«»Flaming Lips.«»The Strokes«»The Libertines«»The Datsuns«»The Coral«»
Terça-feira, Janeiro 07, 2003
Hoje foi um dia da treta. Muita chuva logo pela manhã. Muito sol pela tarde e muita chuva pela noite. Tenho tanta merda para fazer e só me saem duques. Poças. O Curso, o curso , o iscte, o curso. Poças... Agitação marada. Gente a precisar de ajuda, de consolo de desespero. Boy social eu hm? Enfim! Maldita sociedade. Por vezes aspiro a desaparecer um pouquinho. Apenas para ver que tudo continuaria a funcionar sem mim. E não me chateava assim. Poças. Agora está a chover e tenho que ir à baixa e depois tenho que voltar para a alta. E depois tenho que sei lá. Tenho sempre qualquer coisa para fazer antes daquilo que me apetece. Mas aquilo que me apetece também é aquilo que faço. Mas não agora. Poças. O Agora lixa-me completamente. Que dia da treta. Repetitivo. Chuva, sol, chuva. Agora baixa... depois alta. Poças poças.
Segunda-feira, Janeiro 06, 2003
Amanhã é dia de Reis. Dia 6 retiram-se os presépios, desmancham-se os pinheirinhos de plástico e coloca-se tudo novamente numa caixa para daqui a um ano voltarmos novamente à ribalta e tentarmos novamente fazer tudo o que nos prometemos este ano. As nossas resoluções de ano novo valem o que valem e nem basta dizer que valem a nossa palavra. O Homem só por muito poucas coisas cumpre a sua palavra. Os princípios não existem e há quem advogue que nos negócios não existem princípios como se isso fosse uma verdade insofismável e como tal verdadeira. Também no século XV se dizia que o mundo era plano e que o facto de as naus, quando se afastavam da costa, se verem cada vez menos, como se estivessem a afundar no mar, era sinónimo de que assim era. Efectivamente elas caíam no fim do mundo. Não se sabe muito bem para onde, nem como depois se voltam a levantar para voltar... mas caíam. E claro mundo não podia ser redondo. A palavra... pois... a palavra e os princípios subjugados porque um mais esperto que outro, julgou que podia viver sem eles. E assim caiu por um precipício. Caiu e jamais se levantará. Mas estas relações estão bem patentes e todo o lado. O cinema retrata-as. Basta ver uma das trilogias mais famosas de sempre: “A guerra das estrelas” e os seus cavaleiros Jedi. O bem contra o mal está lá. Embora o mal seja o poder. A eterna luta bem mal está lá. E até no seio do mal há consciência de qual o campo em que se caminha. Mas não é preciso recorrer ao cinema. O Homem tem discernimento e capacidade de raciocinar(?). Então porque quando confrontado com a sua ignorância se limita a puxar de um rol de sabedorias empinadas? Por a+b que alguém deduziu... Se não sei porque não penso? Se não penso porque concordo inatamente com a versão simplista e que me protege, mesmo que essa seja uma aberração e me leve pelo “caminho da escuridão”? O caminho que uma vez calcorreado muito dificilmente se esquece. Mas talvez essa lembrança devesse fazer as resoluções de ano novo serem mais permanentes. Talvez como a neve que caiu este fim-de-semana na Serra da Estrela. Mas talvez dessa forma deixasse de fazer sentido ter o dia de Reis. Dia que nunca foi mudado para dia de presidentes republicanos e laicos... porque será? Ficará para outra altura.
Domingo, Janeiro 05, 2003
Serra da Estrela.
Voltei da Serra... da serra onde andou Viriato e onde andam doidos de gorros berrantes, óculos espelhados e calças de todas as cores. E no meio daquele branco de repente mais parece que estamos no meio de uma feira árabe... cheia de cor e cheiros estranhos. Não que a neve cheire a alguma coisa que não cheira. No fundo é água, mas o ar puro da montanha... até que não cheira àquilo que todos cheiram em Lisboa. Se descansei? Devem querer ser maliciosos com essa pergunta. Na Serra? E reparem que escrevi com S, não com s. Mas entre a Torre no sábado de manhã (eram umas 2), Manteigas para o almoço (Seriam umas 5 da tarde) e o início do nevão que se abateu no alto quando nos preparávamos para sair com destino a Lisboa... um fim-de-semana excelente, bem passado nos chalés do hotel Serra da Estrela... que se recomenda embora seja apenas de 3 estrelas. E claro que se estiverem nas Penhas da Saúde não deixem de ir almoçar ao café-bar-restaurante “Lindeza” e provem um requeijão com doce de abóbora.
Agora que fiz o relato do passeio para os mais curiosos. Apenas quero dizer: I’m Back to Lisbon. E To London. Que o que mais me fez falta estes dias... foi a minha música e a minha Internet.
Sexta-feira, Janeiro 03, 2003
Vou de fds. só volto Domingo ou Segunda... até lá terão que passar sem mim, meus seguidores fanáticos...
Vou para a Serra da Estrela, vou para a neve e vou para o frio. Adeus. Até o meu regresso.
Quinta-feira, Janeiro 02, 2003
Quem são os Libertines?
Eles são os
Libertines
E vão lançar um novo single dia 3. Single produzido pelo Clash Mick Jones, tem por nome TIME FOR HEROES e foi extraído do album de extreia "Up The Bracket"
Ano novo, costuma-se dizer vida nova, resoluções antigas postas em prática. Vou deixar o álcool. Dizem que quem assim fala não é burro não senhor. Mas a verdade é que tendo em conta aquilo que se passou esta passagem de ano... decidi de uma vez por todas deixar de beber. Nunca que tenha sido uma coisa em excesso, mas a verdade é que o fiz sempre sem saber muito bem porquê, embora saiba bem que bem não faz. Assim depois dos lamentáveis acontecimentos passados na noite de ano novo... No álcool. Deixei o tabaco há ano e meio e agora deixo a bebida. Suminhos e água das pedras... as minhas novas perdições.
Aqueles que até agora me acompanhavam nessas desgraças, que eram as bebedeiras, vão ter que me perdoar. Mas não continuarei em tais andanças. Terão que se aguentar e terão que passar sem mim.
Um bom Ano a todos e... se a figadeira aguentar...
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