6H Agridoce - netcast de tecnologia, ciência e internet
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Quinta-feira, Fevereiro 27, 2003
ARTE
Para quem se interessar por arte, arquitectura e manuscritos antigos... este link é um repositório de fotografias muito completo. Ainda não tive tempo para o explorar como deve ser, mas vale a pena passar por lá. Óptimo para realizar trabalhos sobre alguns assuntos.
Akhenaton Respiro o doce hálito da tua boca
- diz Akhenaton ao divino Sol. -
Vejo a tua beleza
todos os dias,
quero para sempre ouvir tua doce voz,
como o vento.
Desejo que a vida renasça em mim,
graças ao teu amor.
Dá-me o alento
que rejuvenesce o teu espírito,
para que eu o colha,
o receba
e dele viva.
Chama por mim até à eternidade.
Jamais deixarei de estar contigo,
jamais deixarei de te responder.
Este texto é um hino que terá sido composto por Akhenaton (Amenófis IV) (Tebas, Egipto, 1362 a.C.? – Akhetaton, Egipto, 1333 a.C.?), o famoso marido de Nefirtiti, e que funda um culto monoteista adorador do Sol ( Aton ) por oposição aos seguidores de Amon e outros Deuses menores. O igualmente famoso Tutancamon, aquando da morte de Akhenaton restabelece o culto politeísta. Esta visão Monoteísta influência posteriormente Moisés na sua concepção de religião.
Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me. Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido,
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo.
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
A. Campos
Quarta-feira, Fevereiro 26, 2003
Eu estava de férias, eu sei, mas não pude resistir. A minha mente está entre várias paredes e entre essas paredes balança para tentar provocar uma rotura. E entre todos aqueles que presenciam a minha figura, não percebem que a mente balança com pérolas na face. E sempre rolam e o caminho por onde passo é calcorreado por mentes que me cruzam. Encontro-me em perpétua perpendicular em busca de uma paralela. De algo que seja eu e de algo que me permita perspectivar o caminho à minha frente. Para uma perpendicular tudo o resto é uma linha infinita. E sou assim... Morro por desafios... E uma linha infinita já não é um desafio.
Eu estava de férias, eu sei, mas não pude resistir. Sinto-me defraudado! Tanto tempo de férias? Grrr...eu sei, eu sei. Estou a falar de algo que nunca pensei falar. De saudades de ler... estranhamente de ler-te! Saudades do Bitchnik!
a propósito de utopias, todos sabemos que a noite não é eterna...
Tenho a cabeça a Zumbir... Parece que fui atropelado por um camião.
Domingo, Fevereiro 23, 2003
Que faz um boiadeiro conduzindo seu gado?
Essa dúvida é importante?
Esse caminho encontrado?
Chorar... nunca se sabe por que se chora. O choro é a impotência suprema.
É o abandono a uma fatalidade desgraçada. Não falo do soluçar, ou do lacrimejar. Falo do choro triste e persistente. Aquele que se tem com todas as nossas forças e que nos faz descontrolar. Não o choro pesaroso, mas o violento. Querem que fale de uma mensagem de futuro... Então chorem... Mas sintam-se chorando. Chorem porque precisam, porque sentem que se querem limpar e não apenas como exercício patético de libertação. Limpem-se com o sal que vos fica nos rostos. Limpem-se como eu limpo a minha adaga e exaltem-se quando no fim se libertarem do peso e rejuvenescidos com o choro, se encontrem prontos para entrar na casa proibida do sol nascente.
Caminha lentamente na beira da estrada,
Caminha vendo o Sol se levantando,
Caminha sem a dúvida almejada,
Violão que se cala na madrugada.
Passou o fim de semana...
É impressionante como o ter dois trabalhos me lança a adrenalina lá para cima... Ando activo durante eesses dias em que tudo é feito em cima do joelho. E depois nos 4 dias que tenho para recuperar.... Ando calmo e amoleço, com se tivesse saudades daqueles dias de agitação. E sinto-me definhar... Preciso do desafio, de testar os meus limites, de alcançar mais alguma coisa.
Sexta-feira, Fevereiro 21, 2003
Beep... Fiquei sem bateria no Portátil...
Só uma forma de construir. Só uma forma de colocar tudo em causa. Só uma forma de lutar.
Pena é que eu não saiba, mesmo nada, como e qual essa a forma e que raio quero lutar por.
Lembraste-me Caeiro com o "XXXVI - Há Poetas que são Artistas" e com com Caeiro me fui rever, amigo
Artur.
O QUINTO POEMA DE
«O GUARDADOR DE REBANHOS»
Há metafísica bastante em não pensar em nada.
O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.
Que ideia tenho eu das coisas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?
Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).
O mistério das coisas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas coisas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.
Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?
"Constituição íntima das coisas" ...
"Sentido íntimo do Universo" ...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em coisas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.
Pensar no sentido íntimo das coisas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.
O único sentido íntimo das coisas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!
(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as coisas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina).
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.
(1914)
Alberto Caeiro
FRAUDE Quando você diz "amo-te" eu ouço "tirem-me daqui".
Quinta-feira, Fevereiro 20, 2003
XXXVI - Há Poetas que são Artistas
E há poetas que são artistas
E trabalham nos seus versos
Como um carpinteiro nas tábuas! ...
Que triste não saber florir!
Ter que pôr verso sobre verso, corno quem constrói um muro
E ver se está bem, e tirar se não está! ...
Quando a única casa artística é a Terra toda
Que varia e está sempre bem e é sempre a mesma.
Penso nisto, não como quem pensa, mas como quem respira,
E olho para as flores e sorrio...
Não sei se elas me compreendem
Nem sei eu as compreendo a elas,
Mas sei que a verdade está nelas e em mim
E na nossa comum divindade
De nos deixarmos ir e viver pela Terra
E levar ao solo pelas Estações contentes
E deixar que o vento cante para adormecermos
E não termos sonhos no nosso sono.
in O Guardador de Rebanhos - poema xxxvi
Quarta-feira, Fevereiro 19, 2003
Ele há coisas que merecem ser continuadas. Há pessoas que fazem o esforço... mesmo que seja pequeno.. Mesmo que esteja à distância de um clique. Há quem mereça... Mas mais do que tudo mereço eu. Que querem?... EU EU EU EU. Goste DE EU... AZARADOS. Gosto de EU.
Para uns a bica e um cigarro, para outros a bica e a pena – ou antes entre uma bica e uma pena. Veludo Azul. Onde raios podem ser aplicadas estas duas palavras?... E que raio tem a ver comigo... Que coisa.. Não me saem da cabeça. Martelam-na constantemente. Veludo azul. Qual bar Gay ou transexual forrado a cetim... Bang bang... O Veludo azul.
A única cor na qual me sinto é amarelo... Não me perguntem. Imaginem apenas... AMARELO. Se preferirem tentem visualizar.... AMARELO... Uma imensa mancha, um campo dourado, uma seara.
Faz 3 meses que o prestige se afundou. NUNCA MAIS. Este fim de semana há manif em Madrid... Sniff sniff... NUNCA MAIS bem ALTO.
Estou cansado desta obra, uma obra que sempre anda para trás, que sempre desfaz, que enerva, irrita e em continuo devir... Que raio quer dizer devir?
[CENSURA NÃO]
dahhh... Ver no
Bla
[CENSURA NÃO]
Nem sempre se diz alguma coisa de interessante. Porque não sei escrever jeito. Com toda a circunstância que me rodeia. Por vezes escreve-se conforme a rapidez daquilo que se quer dizer e não com as palavras que se querem utilizar. Inutilidades. O BACKSPACE é a pior invenção desde a tintar correctora ou antes aquelas fitinhas brancas que se utilizavam nas maquinas de escrever para rescrever o erro por cima e dessa forma apagar a mancha da nossa mutilação.
Segunda-feira, Fevereiro 17, 2003

About Schmidt
AS CONFISSÕES DE SCHMIDT
Com Jack Nicholson, Dermot Mulroney, Kathy Bates e Hope Davies
2002 - M/12 - 124 minutos - Drama
Realizado por Alexander Payne
Repentinamente, aos 66 anos de idade, Warren Schmidt encontra-se perdido nas várias encruzilhadas com que a sua vida se deparou. Enfrentara recentemente o vazio existencial ao reformar-se de um emprego de 40 anos de duração, a mulher morrera inesperadamente e a sua filha Jeannie vai casar com um medíocre vendedor de colchões de água. Entretanto, através de um programa televisivo de assistência social, Schmidt decide adoptar financeiramente Ndugu, um jovem tanzaniano a quem converte em seu confessor através das cartas que lhe escreve. Decidido a impedir o casamento da filha, parte para Denver ao seu encontro e acaba por fazer uma viagem por uma América excêntrica à redescoberta das suas origens. Isto até que não chega a data do casamento da filha. Quando, finalmente, conhece a família do futuro genro apercebe-se da vulgaridade que a caracteriza o que confirma a justiça da sua missão. Mas o velho e solitário Schmidt corre o risco de ser obrigado a dar a bênção a uma união que despreza em nome da felicidade da filha. [
www.7arte.net]
Domingo, Fevereiro 16, 2003
Depois de alturas em que a produção foi intensa, outras há em que tudo parece andar devagar. Este é um desses casos. tudo vai muito devagar. Entretanto este fim-de-semana com as manifestações contra a guerra em todo o mundo, a minha cabeça não tem pensado noutra coisa, o que me tem ocupado muito tempo. Começo também a precisar de tempo. Descansar um pouco. Ando a precisar de ser estimulado. Preciso ir ao cinema. Tenho filmes que quero ver e filmes que precisam de tempo.
PUBLICO.PT
A marcha contra a guerra no Iraque que hoje decorreu em Lisboa já terminou e juntou 80 mil pessoas, segundo a organização. No Porto, mais de cinco mil pessoas responderam à chamada.
Sexta-feira, Fevereiro 14, 2003
MANIF CONTRA A GUERRA
AMANHÃ - 15:30
CAMÕES - ROSSIO
Terça-feira, Fevereiro 11, 2003
Estou com uma dor de costas que nem imaginam! Formar é complicado. O estar x horas em pé a falar para pessoas e a tentar que elas fiquem com ideias do que as coisas são capazes de fazer... mata-me.
Mas dá satisfação...
Domingo, Fevereiro 09, 2003
Atanarjuat
Branco... é a cor das noivas porque simboliza a pureza. Em Atanarjuat expia-se os pecados do corpo. Os elementos maus da tribo O ruim do passado. Os espíritos malvados que destroem o frágil equilíbrio da pureza. Atanarjuat É... Branco. E de tal forma, que a mulher de Atanarjuat é vestida de branco, no fim do filme, novamente. Porque todos fomos puros um dia. E todos os dias podemos voltar a ser. Basta que expiemos e que perdoemos. A pureza da inocência revela-se nos pormenores das hierarquias sociais, nas formas de resolver conflitos, no estar negro de um dos iglos. A luta entre o Lobo e a Foca. A banda sonora. Branca... Limpa e cristalina como o gelo onde habitam os seus protagonistas. Os presentes e os ausentes. Um renascer sempre vivido que filha é mãe e neto é marido. Um ciclo que eternamente se repete e que no papel de matriarca é dos mais belos e enternecedores. Antuat... discreta, singela e bela. Como todo o resto.
E somos convidados a expiar. E durante 3 horas expiamos, sem sermos obrigados. Mas para puro deleite nosso.
Terça-feira, Fevereiro 04, 2003
No seguimento da pergunta
O que sabes?
É assim tão importante saber se realmente sabes?
Mesmo que apenas julgues que sabes, mas estejas enganado, o que é que isso adianta?
Não andamos sempre todos enganados, quer saibamos ou não?
Mesmo que se saiba, as coisas estão em constante mudança, e há sempre coisas que não se pode saber, como o dia de amanhã, ou o logo.
O importante é acreditar, o importante é viver, sabendo ou não sabendo.
Temos que aproveitar o momento, utilizando a informação de que dispomos, se sabemos ou não, é pouco relevante. Rapidamente o que sabias, ou não, muda.
Seja realidade, seja imaginação, seja ilusão, nunca se pode saber tudo, e muito menos em tempo real.
Mais importante do que saber o que se sabe é realmente saber quem somos, ou o que fazemos. (...)
Ana Cristina
Se gostam de The Strokes.... vejam quem sou! Façam o vosso teste.

Faz o Which Stroke are you? Quiz
Domingo, Fevereiro 02, 2003
Os fugazes frutos
as alegrias
o tapete mágico
o instante transfigurado
o tilintar da sorte
o bolso da esperança
o som da queda
a rosa do olhar
Na busca heróica
o martírio de prosseguir
ANA HATHERLY (1929)
Rilkeana
Arquivos
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