6H Agridoce - netcast de tecnologia, ciência e internet

Emissão em mp3 sobre Linux, open source, novas tecnologias, exploração espacial e os limites da ciência.

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Segunda-feira, Março 31, 2003


 
Hoje foi um dia marcado por:

"aprovado com a nota de muito bom, com distinção e louvor, por unanimidade."

Ninguém o segura agora

Domingo, Março 30, 2003


 
Tive uma pequena imodéstia minha publicada num blog brasileiro. É um paragrafo apenas de resposta a uma questão muito simples:

Como no filme 'Quero ser John Malkovich', você pode entrar na cabeça de qualquer pessoa do mundo, e viver lá um tempo, até cair do céu na beira daquela estrada. Na cabeça de quem você gostaria de entrar?

A minha resposta começou assim:

"Há muita gente na cabeça da qual eu não queria entrar ...."
[ Multi-uso ] - Ver mais


 
Sim não sim não sim não
Ela viaja, dorme 4 horas e ele guia-a.
Ela dorme, conduz estrada fora... fora vai fora vai..
Uma duas três quatro cinco cinco cinco cinco..
fora um fora dois... foramos todos...
Ele ronca. Ela vê uma nuvem azul...
uma caixa pousada em cima do tabliê
uma duas três quatro cinco cinco cinco cinco

Um camião de 6 eixos sai de mão e por muito que ela guine para a berma, o monstro persegue-a e embate-lhe frontalmente.

Jinga jinga jinga... o cheiro a borracha queimada enche o ar.

cinco quatro três dois um (Clear) biiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiip

Quinta-feira, Março 27, 2003


 
Azoia, Sandra, Bonito, GrenhaRicardoCalvãoAnaReginaBogas, Carlos, Vânia, Sónia, Lena, Ana Dias, Ana Afonso, Alexandra, Mafalda, Rosália, Duarte, Isabel, Sara, Teresa, Artur, Ricardo Pombo, Patrícia, Patrícia, Filipa, Filipa, Nuno, Nuno, Susaninha, Pedro, Teixeira, Bia, Paulo, Carla, Sandra Maksovic, Márcia, João Paulo, Isabel Matias, Teresa, Diana, Inês, Paula, Teresa, Alexandra,   [...]

Quarta-feira, Março 26, 2003


 
Ir Ver esta Semana

Longe do Paraíso
Título original: Far from Heaven
De: Todd Haynes
Argumento: Todd Haynes
Com: Julianne Moore, Dennis Haysbert, Patricia Clarkson, Dennis Quaid

Terça-feira, Março 25, 2003


 
FINAL STRAW

As I raise my head to broadcast my objection
As your latest triumph draws the final straw
Who died and lifted you up to perfection?
And what silenced me is written into law.

I can't believe where circumstance has thrown me
And I turn my head away
If I look I'm not sure that I could face you.
Not again. Not today. Not today.

If hatred makes a play on me tomorrow
And forgiveness takes a back seat to revenge
There's a hurt down deep that has not been corrected
There's a voice in me that says you will not win.

And if I ignore the voice inside,
Raise a half glass to my home.
But it's there that I am most afraid,
And forgetting doesn't hold.

It doesn't hold. Now I don't believe and I never did
That two wrongs make a right.
If the world were filled with the likes of you
Then I'm putting up a fight. Putting up a fight.
Putting up a fight. Make it right. Make it right.

Now love cannot be called into question.
Forgiveness is the only hope I hold.
And love-- love will be my strongest weapon.
I do believe that I am not alone.

For this fear will not destroy me.
And the tears that have been shed
It's knowing now where I am weakest
And the voice in my head. In my head.

Then I raise my voice up higher
And I look you in the eye
And I offer love with one condition.
With conviction, tell me why.
Tell me why.
Tell me why.
Look me in the eye.
Tell me why.

pelos REM

Podem ouvir a musica a partir do site deles.

Segunda-feira, Março 24, 2003


 
Ex-Clash no exército da Paz
Mick Jones, antigo guitarrista dos Clash, divulgou a sua primeira canção em dez anos, anuncia hoje o NME. A motivação foi, tal como se tem verificado com numerosos artistas nos últimos dias, o conflito no Iraque: unindo forças com Tony James, ex-Generation X e Sigue Sigue Sputnik, Mick Jones escreveu "Why Do Men Fight", uma música contra a guerra. O site da Poptones, famosa editora de Alan McGee, é o local onde, a partir de agora, os fãs dos Clash e dos Sigue Sigue Sputnick podem fazer o download da música, informa o NME.


 
Again and again.
I get up and say, I only want to get it right
I only want to do the right thing, 'bout all these demons I ask myself
I won't be today, I'm alone again.
No one can make that alive, no one can say they're better not when,
all this freedom you get is a lie.

Again and again

Mohammed - The Dandy Warhols

Domingo, Março 23, 2003


 
La música

Doente...
Ando doente... completamente numa lástima.
Caminho lentamente...
Ouço um Xilofone a tocar por cima da minha cabeça.
Ouço coisas diferentes a serem puxadas para baixo.
Perderam a face
Face face qual face. Rosto transparente.
Uma face que não surge – uma face que não se esquece
Contraponho...
Procuro esquecer... nunca mais esquecerei...
Pior... jamais sentirei o fedor de um corpo despedaçado.
Mas este cheiro entranha-se-me no meu corpo.
E vejo cego, o que não quero. Aquilo que jamais pensei ser possível ver.
A ausência. De que serve um...
«choro, as lágrimas caem-me pelo rosto e não consigo falar
a sala olha para mim indiferente. Não olharam como eu as chamas do pior de si mesmas
Ali... na escuridão dos seus acentos estão sossegados»
Até que ribombam os bombos e todos se levantam.
Quem afinal lhes estraga a música de xilofone.
E os bombos estão mais perto, mais fortes...
E vem descendo.
E vem ensurdecendo...
E por fim quando todos já estão de pé...
Não consigo parar de chorar. O meu interior quebrou-se e jamais deixarei de pensar naquele alaúde...

Sexta-feira, Março 21, 2003


 
Amanhã é dia de passeio fotográfico. A ver como correrá... estou de luto!... Claro...

Quinta-feira, Março 20, 2003


 
Estou bloqueado. Com esta guerra fiquei completamente bloqueado. Estou a pensar no que se terá passado, mas a não há explicação. Apenas estou profundamente triste e desapontado com o que se está a passar no Iraque. Apenas isso. Para além de que esta situação toda me afecta mesmo a nível fisiológico. Sinto-me doente. Tenho uma dor de cabeça tremenda com toda esta confusão. Mas entretanto leiam o texto abaixo que me enviaram. Não garanto a sua origem. Vinha assim e assim o publico.


 
Carta escrita por Gabriel Garcia Marquez a George W. Bush

Como te sentes? Como te sentes ao veres que o horror estalou na tua cidade e não na casa dos vizinhos? Como te sentes com o medo a apertar o teu peito, o pânico provocado pelo ruído ensurdecedor, as chamas sem controle, os edifícios que caiem, esse terrível odor que se entranha no fundo dos pulmões, os olhos dos inocentes que caminham cobertos de sangue e fumo? Como se vive na tua própria casa a incerteza do que acontecerá? Como se sai do estado de choque? Em estado de choque caminhavam no dia 6 de Agosto de 1945 os sobreviventes de Hiroshima. Nada ficou de pé na cidade depois que o artilheiro norte americano de Enola Gay deixou cair a bomba. Em poucos segundos matou 80.000 homens, mulheres e crianças. Outros 250.000 morreriam nos anos seguintes devido às radiações. Mas essa era uma guerra distante e nem sequer havia televisão. Como sentes hoje o horror quando as terriveis imagens na televisão te dizem o fatídico 11 de setembro não se passou numa terra afastada e sim na tua própria cidade? Outro 11 de Setembro, mas há 28 anos atrás, matou um presidente chamado Salvador Allende por resistir a um golpe de estado planeado pelos teus governantes. Foram também tempos de horror, mas isso passou-se muito longe da tua fronteira, numa ilhota republicana sudamericana. Essas republicanas estavam atrás de ti e nunca te preocupáste muito quando os marines sairam a sangue e fogo para imporem os seus pontos de vista. Sabias que entre 1824 e 1994 o teu País levou a cabo 73 invasões a países da América Latina? As vitimas foram Porto Rico, México, Nicaragua, Panamá, Haiti, Colômbia, Cuba, Honduras, República Dominicana, Ilhas Virgens, Salvador, Guatemal e Granada. Há quase um século que os teus governantes estão em guerra. Desde o início do século XX, praticamente não houve uma guerra no mundo em que a gente do teu Pentágono não tivesse participado. Claro, as bombas sempre explodiram fora do teu território, com excepção de Pearl Harbor, quando a aviação japonesa bombardeou a Sétima Frotas em 1941. Mas o horror sempre esteve distante. Quando as Torres Gémeas vieram abaixo no meio do povo, quando viste as imagens na televisão ou ouviste os gritos porque nessa manhã estavas em Manhattan, pensaste por um segundo naquilo que sentiram os camponeses do Vietname durante muitos anos? Em Manhattan as pessoas caíram dos arranha céus como trágicas marionetas. No Vietnam, as pessoas gritavam porque o fogo queimava a carne e a morte era horrorosa, tanto como a dos que caíram num salto desesperado para o vazio. A tua aviação não deixou nem uma fábrica nem uma ponte por destruir na Jugoslávia. No Iraque foram 500.000 os mortos. Meio milhão de almas levou a Operação Tormento no Deserto...quanta gente se esvaiu em sangue em locais tão exóticos e distantes como Vietnam, Iraque, Afeganistão, Líbia, Angola, Somália, Congo, Nicaragua, Dominicana, Camboja, Jugoslávia, Sudão e uma lista interminável. Em todos esses locais os projécteis foram fabricados em companhias do teu País, e eram apontados pelos teus homens, por gente paga pelo teu Departamento de Estado, e só para que tu pudesses continuar a gozar a forma de vida americana. Há quase um século que o teu País está em guerra com todo o mundo. Curiosamente, os governantes lançam os cavaleiros do Apocalipse em nome da liberdade e da democracia. Mas deves saber que para muitos povos do mundo (deste planeta onde em cada dia morrem 24.000 pessoas de fome ou com doenças curáveis), os Estados Unidos não representam a liberdade e sim um inimigo distante e terrível, que só representa guerra, fome, medo e destruição. Sempre foram conflitos distantes de ti, mas para quem vive ali é uma dolorosa realidade próxima, uma guerra onde os edifícios caiem por baixo de bombas e onde essa gente encontra uma morte terrível. E 90% das vitimas foram civis, mulheres, anciãos, crianças. Que sentes quando o horror golpeia a tua porta por um só dia? Que pensas quando as vitimas em Nova Iorque são secretárias, operadores de bolsa ou empregados de limpeza que pagavam pontualmente os impostos e nunca fizeram mal a uma mosca? Como sentes o medo? Como te sentes por saber que a guerra, no 11 de Setembro, atingiu finalmente a tua casa?

Gabriel García Márquez

Segunda-feira, Março 17, 2003


 
I get along just singing my song. People say I’m wrong.
«pause»
Fuck’em

The Libertines – I Get Along

«Porque és assim tão Whatever?»
«Sim, sou. Porque não?»
«Não te percebo!»
«Não quero ser percebido.»
«Queres, eu sei que queres.»
«Puta.» Penso, embora a minha vontade fosse gritar-lhe aos ouvidos.
«Vamos foder.»
Ela levanta-se e dirige-se à casa de banho. Quando entra no quarto já estou a dormir.

Lembrança a mim: «Nunca engatar miudezas em discotecas.» Acordo mal disposto. Vou à casa de banho e tento recompor-me. A noite foi uma desgraça.

Quinta-feira, Março 13, 2003


 
Women Don't Riot
(For N.B.S)

Women don't riot, not in maquilas in Malaysia, Mexico, or Korea,
not in sweatshops in New York or El Paso.
They don't revolt
in kitchens, laundries, or nurseries.
Not by the hundreds or thousands, changing
sheets in hotels or in laundries
when scalded by hot water,
not in restaurants where they clean and clean
and clean their hands raw.

Women don't riot, not sober and earnest,
or high and strung out, not of any color,
any race, not the rich, poor,
or those in between. And mothers of all kinds
especially don't run rampant through the streets.

In college those who've thought it out
join hands in crucial times, carry signs,
are dragged away in protest.
We pass out petitions, organize a civilized vigil,
return to work the next day.

We women are sterilized, have more children
than they can feed,
don't speak the official language,
want things they see on TV,
would like to own a TV--
women who were molested as children
raped,
beaten,
harassed, which means
every last one sooner or later;
women who've defended themselves
and women who can't or don't know how
we don't--won't ever rise up in arms.

We don't storm through cities,
take over the press, make a unified statement,
once and for all: A third-millennium call--
from this day on no more, not me, not my daughter,
not her daughter either.

Women don't form a battalion, march arm in arm
across continents bound
by the same tongue, same food or lack thereof,
same God, same abandonment,
same broken heart,
raising children on our own, have
so much endless misery in common
that must stop
not for one woman or every woman,
but for the sake of us all.

Quietly, instead, one and each takes the offense,
rejection, bureaucratic dismissal, disease
that should not have been, insult,
shove, blow to the head,
a knife at her throat.
She won't fight, she won't even scream--
taught as she's been
to be brought down as if by surprise.
She'll die like an ant beneath a passing heel.
Today it was her. Next time who.

--1998, Chicago

Excerpted from I Ask the Impossible by Ana Castillo. Copyright© 2001 by Ana Castillo. Excerpted by permission of Alfred A. Knopf, Inc. and Anchor Books, divisions of Random House, Inc. All rights reserved.

Quarta-feira, Março 12, 2003


 
Gangs de Nova Iorque

Depois de sair do cinema disse que não escreveria mais do que três linhas a propósito de um filme tão mau. Como já estou nas duas linhas não perco mais o meu tempo: Ele é tão mau que fui fazer uma pesquisa para ver se realmente podia ser assim ou se os meus olhos me enganavam. Escrevi sobre o assunto mais de duas páginas em 20 minutos e confirmei todas as suspeitas que tive durante o visionamento. Não vão ver.

Terça-feira, Março 11, 2003


 
As confissões de Schmidt

Se alguém viu o Inadaptado com o Nicolas Cage, vai lembrar-se certamente de uma frase que o famoso argumentista que por lá aparece a dar uma conferência, disse: “Não utilizar a voz off. Num bom filme a voz off... “ Ok... Perceberam! E o que acontece é que este filme até que podia ser um excelente filme. Fui vê-lo a pensar: “Vai ser com este filme que o Jack Nicholson vai regressar aos Oscares”. O tema até era bom. Um recém reformado a quem morre a mulher e cuja única filha vai casar com um homem de quem não gosta. E temos aqui material para explorar a solidão da terceira idade. A solidão e também a generation gap, que existe a qualquer idade. Material psicológico não faltava. E pensei que neste terreno Jack Nicholson estaria fabuloso, que se iria SUPERAR e com isso surpreender-nos.
A verdade é que Jack foi igual a ... Jack... Ou seja limitou-se a andar pelo set com aquela carinha de cachorro abandonado, que faz as delicias das meninas de Hollywood e com isso defraudou-me. Sabe-se que o realizador pediu a Nicholson para não encher a personagem. Coisa que deve ter custado ao actor. Mas em vez de sair de si mesmo, Nicholson subtilmente disfarçou-se. Em vez de criar-se de novo naquela personagem, Nicholson apenas se tornou mais politicamente correcto mais polido, deixando escapar-se por debaixo daquela figura pequenina. Veja-se o pormenor da contenção quando fala na cena do casamento. É Warren Schmidt ou Jack quem se contém? No inadaptado pensei que Cage não fosse mais que o olhar de Cage e Cage foi muito mais... Nas confissões, confesso que percebo a voz off... Foi preciso encher a tela com algo que Jack não conseguiu... ser mais que Jack.


 
DIREITO DE RESPOSTA

-----Original Message-----
From: Nuno Torpes [mailto:torpes@g........]
Sent: terça-feira, 11 de Março de 2003 1:55
To: sixhat@msn.com
Subject: A tua opinião sobre o Senhor dos Aneis...

“O Senhor dos Anéis e O XXX Fura del Baus no CCB” in http://sixhat.blogspot.com
“Quanto ao primeiro continuo a dizer que continuo sem perceber porquê tanta euforia por causa de um filme de 9 horas que que está dividido em 3 partes. “
Log: Caro amigo, o filme está dividido em 3 partes pois é baseado em 3 livros, cada parte é um livro.
“Porque para além da visualização do imaginário que cada um tem sobre Elfos, Hobbits, Ents e afins, o filme até agora não traz nada de novo. Não passa de uma espalhafatosa visão do imaginário das pessoas criando isso sim um novo imaginário que substitui o anterior. Mas de resto a eterna luta do bem contra o mal e a resistência desesperada do bem contra o lado negro... (Onde é que eu já vi isto? Ah O George Lucas...e a Guerra das Estrelas) é uma história simplista. É-o, quer se queira, quer não. E é-o tanto que dei por mim a torcer para que Mordor ganhe a ver se o filme acaba depressa. Tal é o pesadelo. (Começo a perceber porque não fui ver o Episódio II da Guerra das Estrelas). E quanto ao imaginário: Nunca li a obra do Toliken (escreve-se Tolien)... Não li e provavelmente não lerei... mas no meu imaginário sempre existiram Elfos e Ogres e Anões... cuja presença vem de contos tradicionais e afins. Aquilo que vi no filme, realmente é uma brilhante caracterização daquilo que faz parte do meu imaginário. Agora não deixarei o meu imaginário. Tanto que para mim os Anões são um pouco diferentes dos do Senhor dos Anéis e até os meus Elfos aparecem menos bonitos e se calhar menos humanos que os do filme... Mas isso são contos de outro rosário. Por fim... A forma como é filmada a relação entre Frodo e Sam... Aquilo parece tratar-se efectivamente de uma relação Gay, mas de uma relação encarada sem naturalidade nenhuma. Estereotipada numa adoração cega de um subalterno e de um mestre que acha que se ceder ao seu amor será ficar corrompido e será tentado a ceder ao lado do mal. Claro que entretanto, andam todas as outras personagens a retirar forças das pequenas paixões para vencer o mal e claro que Frodo não pode amar... Porque se calhar é mau. “
Log: Se reparares... ou tiveres o trabalho de investigar... A obra “Senhor dos anéis de Tolkien é bem anterior à Guerra das Estrelas, ou seja, se calhar quem influenciou quem não é bem como tu pensas... (Nota: se viste o episódio I da Guerra das Estrelas, devias ver era o II pois é muito, mas muito melhor !!!). Relativamente ao imaginário do Senhor dos Anéis, o teu problema é não teres lido a obra literária, pois se o tivesses feito talvez a tua opinião fosse diferente... Se a tivesses lido talvez chegasses à conclusão que os filmes estão fidelíssimos aos livros, e que o realizador Peter Jackson se deu a muito trabalho e investigação para conseguir imprimir nos seus filmes a mesma “aura “ contida nos livros. Relativamente à relação gay que referes... bem... cada um terá a sua própria perspectiva sobre o assunto... talvez a própria obra de Tolkien já encaminha-se a relação referida para a homossexualidade, mas para poderes tirar as tuas dúvidas terás de ler a obra...
“Ou então o Sam deve ter um hálito... Enfim... Pés grandes e peludos já ele tem...”
Log: Relativamente ao comentário acima não faço comentários pois trata-se de uma falta de sensibilidade e mau gosto de pseudo intelectualóides (sem ofensa) que gostam de dar opiniões sem conhecimento de causa... just kidding... J
Refira-se que criticar apenas por criticar não é critica construtiva mas sim destrutiva e disso está este pais cheio, basta ver as noticias que passam nos jornais televisivos e periódicos.
De qualquer forma, só queria aqui deixar a minha opinião sobre a tua opinião... Espero que não leves a mal e não te ofendas, pois da mesma forma que tu tens uma opinião eu também posso ter uma bastante discordante da tua. Mas é assim que este mundo pode mudar: discutindo-se ideias, visões e criticando-nos uns aos outros por forma a nos sentirmos vivos e activos na sociedade.
Beijinhos e abraços
Nuno Torpes

PS: Estou disponivel para emprestar a obra de Tolkien, se estiveres interessado a ler...


RESPOSTA

Caro Torpes, aceito perfeitamente a tua opinião, pois da discussão, como dizes, gera-se o movimento e isso é o que interessa acima de tudo. E o facto de realmente não ficar ofendido é que publico aqui o teu email integral.
Por outro lado gostava de dizer apenas que a crítica não é à obra do Tolkien ( e não Tolien como escreveste ao tentar corrigir uma gralha de teclado) mas antes ao filme. Refiro no texto que não li a obra, apenas porque se trata da minha opinião sobre o filme nada tendo a ver com o Tolkien. Não foi minha intenção em momento algum atacar a obra, pois desconheço-a, como disse. Apenas falo do filme. Dai continuar a afirmar o que disse, sem lhe retirar uma virgula.

Sexta-feira, Março 07, 2003


 
A viagem de Chihiro

Por vezes qualquer palavra que se possa ter para com algum filme corre o risco de ser curta na sabedoria e no elogio que um filme merece. Este é sem dúvida um filme que se vai transformar em filme de culto e curiosamente pode ser para maior de 6 anos. Lindo. Speechless. BRAVO.


 
Malditas oportunidades perdidas... Desde o Brasil alguém perguntou por Alberto Garcia Ferreiro e o Google deu-me em primeiro lugar. Não há muita poesia sobre Alberto Garcia Ferreiro na Internet. Ainda não há. Mas vai haver. Esperem... vão ver...

Quinta-feira, Março 06, 2003


 
Depois de ter escrito apenas Jandek on Corwood verifiquei que apareceram visitas de vários lugares. Será que se eu falar na Cindy Crawford, na Samantha Fox ou na Anna Kurnikova também vão aparecer muitas visitas?

Bem estou mesmo velho... Para falar da Samantha Fox!?.. Daaahhh


 
Tenho que falar de dois assuntos:

O Senhor dos Anéis e O XXX Fura del Baus no CCB

Quanto ao primeiro continuo a dizer que continuo sem perceber porquê tanta euforia por causa de um filme de 9 horas que que está dividido em 3 partes. Porque para além da visualização do imaginário que cada um tem sobre Elfos, Hobbits, Ents e afins, o filme até agora não traz nada de novo. Não passa de uma espalhafatosa visão do imaginário das pessoas criando isso sim um novo imaginário que substitui o anterior. Mas de resto a eterna luta do bem contra o mal e a resistência desesperada do bem contra o lado negro... (Onde é que eu já vi isto? Ah O George Lucas...e a Guerra das Estrelas) é uma história simplista. É-o, quer se queira, quer não. E é-o tanto que dei por mim a torcer para que Mordor ganhe a ver se o filme acaba depressa. Tal é o pesadelo. (Começo a perceber porque não fui ver o Episódio II da Guerra das Estrelas). E quanto ao imaginário: Nunca li a obra do Toliken... Não li e provavelmente não lerei... mas no meu imaginário sempre existiram Elfos e Ogres e Anões... cuja presença vem de contos tradicionais e afins. Aquilo que vi no filme, realmente é uma brilhante caracterização daquilo que faz parte do meu imaginário. Agora não deixarei o meu imaginário. Tanto que para mim os Anões são um pouco diferentes dos do Senhor dos Anéis e até os meus Elfos aparecem menos bonitos e se calhar menos humanos que os do filme... Mas isso são contos de outro rosário. Por fim... A forma como é filmada a relação entre Frodo e Sam... Aquilo parece tratar-se efectivamente de uma relação Gay, mas de uma relação encarada sem naturalidade nenhuma. Estereotipada numa adoração cega de um subalterno e de um mestre que acha que se ceder ao seu amor será ficar corrompido e será tentado a ceder ao lado do mal. Claro que entretanto, andam todas as outras personagens a retirar forças das pequenas paixões para vencer o mal e claro que Frodo não pode amar... Porque se calhar é mau. Ou então o Sam deve ter um hálito... Enfim... Pés grandes e peludos já ele tem...

XXX Fura del Baus

Primeira Nota: Estava muita gente no CCB que foi lá pela fama dos Fura e que não imaginava sequer o que eles fazem. Claro que alguns desses saíram a meio...
Segunda Nota: Os Fura não atiraram nada ao público... o que é mau. E para além de algumas provocações verbais, ficaram-se por aí.
Terceira Nota: Fica provado que o português suporta muita coisa, miséria, violência, insultos, mas não suporta sexo. Ou tem vergonha dele. Mas será o português? Ou será generalizado?
Quarta Nota: Ficam as referências a alguma cinematografia de Almodôvar, nomeadamente os "Tacones Lejanos" e também a referência a um filme “Gost in the Shell” da qual foram retirados alguns registos sonoros e ... talvez mais qualquer coisa.
Quinta Nota: Ainda não falei do sexo! Pois... Toda a gente pergunta pelo sexo no espectáculo dos Fura e eu sinceramente passei-lhe ao lado... É o mais secundário no meio disto tudo.
Sexta Nota: Um mundo melhor é possível. Não à guerra. Começa assim a peça e assim leva a primeira salva de palmas da noite, isto logo ao fim de 30 segundos. Para além de que dá logo o mote para o que vem a seguir.
Sétima Nota: Passei ao lado do Sexo, mas não ao lado de Sade. Penso que Sade ficaria contente. A ligação está bem feita. A discussão sobre o prazer e o sofrimento em forma de lição. O mestre e a aluna. Como disse a alguém: É Sade por Fura, não Fura a fazer Sade. Chega-se ao fim e o que fica na memória não são os Fura, mas antes Sade... E isso é bom. Desperta-nos para a(s) mensagem(ns) e não tanto para a companhia.
Oitava Nota: Sendo mais comedido que outros Furas... o público ficou muito preso às cadeiras... Poucos se mexeram. Muitos estavam enterrados bem fundo em suas poltronas. O que resta? Resta que talvez alguns dos que estavam no CCB vão à procura de mais... uns de Sade... outros de... Talvez do espectáculo que vais estar em cena no Tivoli entre 9 e 18 de Abril: The Puppetry of the Penis

Terça-feira, Março 04, 2003


 
Inadaptado

Nicolas Cage – Todos temos uma certa imagem do Nicolas Cage. Provavelmente por causa da imagem que ele transmite com o olhar. E se pensarmos bem... que lembranças temos actuações dele? Provavelmente lembramo-nos facilmente do Dying in Las Vegas ou do FaceOff mas curiosamente não nos lembramos de muito mais... mesmo que esse muito mais passe por filmes que venderam milhões. E isto porque O senhor Nicolas Cage passou pela maior parte dos restantes filmes a ser apenas o cinzentão de olhar penetrante e que era algo que o facto de pertencer ao sangue de Coppola lhe permitia passar pelos filmes como um belo preguiçoso. A coisa até corria bem e ele encaixava uns milhares. Nada mau. Mas depois chegou este filme que tendo por detrás uma história bem conseguida, sobre um nonsense que acaba por fazer todo o sense e que como tal estraga o global picture. Enfim... mas porque dizer mal de um filme se não é dele que estou a falar, mas antes daquilo que melhor se aproveita dele: O actor principal. Ou os actores principais, porque afinal neste temos 2 pares de olhos azuis profundos e um actor que voltou a ter um papel que o desafiou. E é bom que ele volte
Quanto ao filme... não vale a pena comentar... mentira. Vale a pena comentar um ponto apenas: As traduções dos títulos revelam que são feitas por pessoas que não visionaram o filme.


 
Manifesto para uma página em Branco A forma de publicar todos os textos pequenos. De dizer basta e de fazer com que tudo não seja um fiasco. Talvez seja isso um Blog. Agora as pessoas tem medo... Há pessoas que tem medo até de ler... Porque o Exchlon existe e se calhar vai saber aquilo que, sendo tão insignificantes, pensam. Porque os seus pensamentos são de vital importância. E dizem que quem sabe sabe e quem quer saber já soube e mais ainda seja lá isso o que for. Alvoroçam-se nos direitos de participar sem justificações e de cobrar sem necessidades e sem mostrar o seu ser escondem-se na ignorância que sempre é revelada na busca de pormenores que desiludem outros. E a verdade é que por vezes não caminhamos nos caminhos mais apropriados. Que por vezes não procuramos quem nos procura, mas por vezes nos sentimos perfeitamente defraudados por ver que não estão mais cá os pensamentos daqueles que julgávamos encontrar na rua, na esquina, no café, nas mesmas pedras de calçada que percorríamos... e percorríamos alegremente...


 
Porque quererão as pessoas falar? O que quererão as pessoas dizer? Haverá alguém a querer dizer alguma coisa? Essa é a minha dúvida. Por vezes penso que as pessoas não querem dizer nada. Apenas querem sentir-se protegidas e guardadas em seus casulos e que lhes custará imenso abrir uma janela para dizer olá a um mundo novo que surge todos os dias.


 
Uma das coisas que mais me preocupa em relação à geração de 74, que ironicamente consideramos uma boa geração por motivos políticos, é que é uma geração amorfa. Uma geração que se colou a um passado revivalista de uma revolução encetada por nossos pais. E como tal esta geração viu-se conotada com essa data e assim foi obrigada a escolher uma postura activa em defesa da data, ou antes uma postura envergonhada de abandono das ideias de 74 e como tal tomando uma atitude perfeitamente inerte perante a sociedade. Trata-se de uma geração pouco activa e pouco participativa que não quer comprometer-se. Que se colocada entre a espada e a parede prefere perguntar: Qual a resposta certa, Sir? Pois... uma geração à qual sempre foi exigido que desse as respostas certas. Uma geração que para dar as respostas certas deixou em muitas alturas de pensar por si. E nunca procurou as soluções... mesmo as erradas... preferindo passar ao lado de uma atitude participativa e reivindicativa. Como se isso fosse a sua vergonha ou a sua cruz. Talvez por se imaginarem indignos de qualquer comparação com o passado. Talvez porque ... Mas se calhar agora a 30 anos de distância seja relativamente fácil falar... Mas não será com certeza nada fácil mudar mentalidades e cada dia que passar vai tornar essa tarefa mais complicada.

Segunda-feira, Março 03, 2003


 
Não era assim:

O Não surgiu em março de 1975, quando a maioria de seus colaboradores tinha entre 17 e 18 anos e estava entrando na Universidade. A princípio uma espécie de "boletim de convivência", ele foi evoluindo à medida que o círculo de envolvidos aumentava e as suas preocupações iam se tornando mais "adultas".
O Não teve vários nomes (Impressão, Bagaço, Ex-calado), mudou algumas vezes de formato (a princípio em tamanho caderno, depois ofício e até mesmo tablóide) mas manteve sempre a sua idéia básica: um jornal feito artesanalmente, com um único exemplar que circulava de mão em mão a cada número, e em que as únicas funções do "editor" (cargo definido por revesamento entre os colaboradores) eram juntar o material, fazer uma capa e um índice.

Assim era, e assim durou até 1983, quando saiu o 52º e último número. O Não que surge na Internet, 15 anos depois, é evidentemente outra coisa. Mas esta seção tem o objetivo de mostrar que, ao contrário das evidências, as coisas se relacionam.

NAO ERA ASSIM

Domingo, Março 02, 2003


 
Os poetas esvoaçam a minha linha infinita e talvez ela deixe de ser lentamente uma linha infinita e aos poucos se vá transformando numa linha curva redonda e unificada. Bela em si mesma.
Da Raya de um rio gritam-se os ciclos de uma vida, de um passeio e nunca de um esquecimento. A vida sempre aqui tão perto, aqueles que um dia serão irmãos, não mais namorados:


P’ra Nena Leer
(À Memória do poeta galego Alberto Garcia Ferreiro)

Fuxiu-te aquele gueiteiro
N’o bando d’as Valvoretas
Er’un espirito feiticeiro,
A froor d’os vossos poetas.

Andab’a capir Chorimas
Dende Vigo hast’ra Monforte,
Como che coller’as rimas
N’os bastos xardins da Morte

Cando me veo a noticia,
Eu dixen - «que door me fai!
Lá che soltou máis um ai
D’as entrañas d’a Galicia.» -

João Verde – Ares da Raya
Monção
Gráfica Deu-La-Deu, Lda.
1978

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