Blue Moon
Billie Holiday
(Richard Rodgers / Lorenz Hart)
Blue moon,
you saw me standing alone
without a dream in my heart
without a love of my own.
Blue moon,
you knew just what I was there for
you heard me saying a prayer for
somebody I really could care for.
And then there suddenly appeared before me,
the only one my arms will ever hold
I heard somebody whisper, "Please adore me."
and when I looked,
the moon had turned to gold.
Blue moon,
now I'm no longer alone
without a dream in my heart
without a love of my own.
CARMEX: Lip Balm
Mode de empleo: aplicar sobre labios secos y agrietados. Exvlusivamente para uso externo. Mantener fuera del alcance de los niños.
Peso neto 7.5g
O príncipe colocou o vestido na margem, junto dela, e voltou para os caniços. Poucos segundos depois encontrava-se na sua frente uma bonita rapariga de vestido branco, tão loura e doce e jovem que não havia palavras que a descrevessem.Pearl S. Buck, Histórias Maravilhosas do Oriente
Um destes dias estava sentado a copiar um texto. Um texto que verdadeiramente me interessava. Sentei-me na janela e com uma caneta de feltro e uma bloco de folhas lisas, pus-me a copiá-lo.
Já há muito tempo que não consigo escrever. A imaginação secou-se e não produzo nada que valha a pena. Aliás, não produzo mesmo nada, nem que valha, nem que não valha. Nicles, zip, batatoides. Dedico o meu tempo a fotografar taxistas na minha rua e a copiar textos de outros.
O texto era sobre um vadio que matava outro por causa de uma rixa de cartas e um golo de Jack Daniels. Nada de especial, não estivesse impregnado do génio dos mestres. E a cada palavra que copiava, crescia-me o desejo de escrever por mim. Não que soubesse o que escrever, ou como, mas achei que se um tipo como este, que se limitava a andar aos socos, a beber cerveja e a dormir com mulheres feias, conseguia, também eu conseguiria qualquer coisa. Afinal a minha vida era semelhante. Ganhava a vida a apanhar o lixo durante a noite. Isto quando me apetecia. Bebia que nem um jarrão e ... bem quanto a mulheres, já não sei verdadeiramente o que é uma há 4 anos.
Não seria nada de mais escrever uma série de contos, de short stories. Eu com certeza que teria muito que contar. À medida que copiava o texto do tipo, foi crescendo em mim a vontade de escrever. Nessa noite faltei ao trabalho e dediquei-me a copiar o resto do livro. Nas noites seguintes também faltei, até que o Fernando veio a minha casa ver se eu estava doente. Disse-lhe que estava a escrever um livro e bati com a porta. FODA-SE O TRABALHO, gritei. Acho que fui despedido. Começava bem a minha aventura como escritor.
Uma noite consegui encontrar uma máquina de escrever que alguém tinha atirado fora. Era uma smith corona e precisava de muito arranjo. Demorei uns 5 meses a repará-la. Entretanto fui rabiscando nuns caderninhos lá por casa. A história era simples. Tinha que ser. Era a minha história. Um tipo mal enformado, desesperado com falta de dinheiro, mas com muitas aventuras da noite. Passava-as na rua em busca de acontecimentos. E tinha muitas coisas para contar. Claro que não eram histórias como as do mestre. Achava que me faltava prática e durante um tempo não me importei muito. Mas depois, de cada vez que lia o livro achava que o tipo fazia troça de mim. Sempre que achava ter atingido um novo patamar, lia o mestre e sentia-me ridiculamente pequeno. Como é que o gajo escrevia? Achei a dada altura que havia uma barreira linguística entre nós e talvez por isso não conseguisse compreender a sua obra na totalidade e dessa forma evoluir como escritor.
Comprei um dicionário de inglês. Ajudou durante uns meses. Mas depois voltou tudo ao mesmo. A necessidade de crescer era enorme e não percebia como escrever como o tipo. Afinal o tipo era um vagabundo. Um vadio. E eu já dedicara 6 meses à coisa. A passar mal, não saindo à rua, tirando apenas para tabaco e necessidades de sol... que a minha pele é muito branca. E nada. A escrita andava parada.
Por essa altura o meu pai apareceu na cidade. Estive com ele. Fomos jantar fora. Já não tinha uma refeição assim há mais de um ano. Deliciei-me. Contou-me que partia num barco da manhã seguinte para a Austrália e que precisava de um lugar para dormir nessa noite. Achei que fiquei a perder com a troca de um jantar por uma noite mal dormida, mas aceitei. Estivemos um pouco à conversa. Não lhe contei dos meus planos para ser escritor. Ele ia rir-se de mim e se tivesse bebido um pouco podia até ser malcriado e indelicado.
O meu pai partiu e deixou-me ficar dinheiro. Não percebi se alguma vez o voltaria a ver. Mas esse dinheiro deu para eu me aguentar alguns meses. Como estava rico, pelo menos momentaneamente, reparei a minha smith corona e decidi começar verdadeiramente a escrever. Fiz um corte radical com o mestre e queimei-o. Não me incomodaria mais. Desatei a martelar na minha máquina nova e só adormeci passadas duas noites. De cansaço, sobre o teclado. A minha senhoria veio ao meu apartamento e cobriu-me com uma manta. Um hábito que se repetiu constantemente a partir desta data.
Depois do jantar, do almoço, ou lá o que foi - com as minhas noites loucas de 12 horas, já não sabia às quantas andava -, disse-lhe:Charles Bukowski, Correios
- Ouve, querida, desculpa, mas não vês que este emprego está a dar comigo em doido. Olha, vamos deixar esta vida. Vamos só ficar para aqui a fazer amor e passear e conversar um bocado. Vamos ao jardim zoológico. Vamos ver os bichos. Vamos pegar no carro e ver o mar. São só 45 minutos. Vamos jogar nas máquinas. Vamos às corridas, ao Museu, aos combates de boxe. Ter amigos. Rir. Este estilo de vida é como o estilo de vida de toda a gente: está a dar cabo de nós.
- Não Hank, temos de lhes mostrar, temos de lhes mostrar...
Era a provincianazinha do Texas a falar.
Desisti.
Zviaghintsev ergueu os olhos por um segundo. Nada, lá em cima, havia mudado nesta meia hora. O céu continuava a ser igualmente cerúleo, guardando a sua indiferença majestosa e serena;Mikail Cholokov, Morreram pela Pátria
I can't get no satisfaction,Rolling Stones
I can't get no satisfaction.
'cause I try and I try and I try and I try.
I can't get no, I can't get no.
When I'm drivin' in my car
And that man comes on the radio
And he's tellin' me more and more
About some useless information
Supposed to fire my imagination.
I can't get no, oh no no no.
Hey hey hey, that's what I say.
I can't get no satisfaction,
I can't get no satisfaction.
'cause I try and I try and I try and I try.
I can't get no, I can't get no.
When I'm watchin' my tv
And that man comes on to tell me
How white my shirts can be.
Well he can't be a man 'cause he doesn't smoke
The same cigarrettes as me.
I can't get no, oh no no no.
Hey hey hey, that's what I say.
I can't get no satisfaction,
I can't get no girl with action.
'cause I try and I try and I try and I try.
I can't get no, I can't get no.
When I'm ridin' round the world
And I'm doin' this and I'm signing that
And I'm tryin' to make some girl
Who tells me baby better come back later next week
'cause you see I'm on losing streak.
I can't get no, oh no no no.
Hey hey hey, that's what I say.
I can't get no, I can't get no,
I can't get no satisfaction,
No satisfaction, no satisfaction, no satisfaction

Como a minha médica apenas descobriu que tenho colesterol a mais... quero um doce da avó!Vai um gajo fazer uns exames de check-up para confirmar que está tudo bem com a máquina e pimba, lá tinham que me descobrir qualquer merda para deixar de ser um tipo saudável. Agora tenho colesterol a mais. A médica de certeza que me vai colocar numa dietinha miserável. Ai vida.
Gerente - Espere um minuto, por favor. Um minuto. O que é isso?William Burroughs, Festim Nu
A.J. - É um caniche da Ilira. O animal mais nobre jamais domesticado pelo homem. Vai dar mais nível a esta chafarica.
Gerente - Eu cá desconfio que se trata de um babuíno de cu roxo e vai ter de o deixar à porta.
Comparsa - Não está a reconhecer quem é? É o A.J., o último dos grandes clientes.
Gerente - Diga-lhe que leve o filho da mãe do babuíno de cu roxo daqui para fora e vá gastar dinheiro para outro sitio.
A.J. pára diante de outro cabaré e espreita lá para dentro.
- Paneleiros elefantes e conas velhas. É aqui mesmo! Avanti, ragazzi!
1 -Márcio Vicente Silveira Santos
quem planta
palavras
colhe poemas
2 -
nunca plantei meu quintal
mas lá estão três
formigueiros gigantes
3 -
------- mudo desafio
às minhas
ferteis mãos
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