Sixhat Agridoce - netcast de tecnologia, ciência e internet

Emissão em mp3 sobre Linux, open source, novas tecnologias, exploração espacial e os limites da ciência.

Segunda-feira, Novembro 29, 2004


 

À Segunda

Resposta ou desafio.

Por vezes parámos na vida para reflectir. E fazemo-lo, não pelas grandes opções da nossa vida, mas antes porque alguém nos fez parar. Na última semana, em duas situações distintas, fizeram-me parar para repensar a minha pessoa, o meu ser. Em momentos tive que me avaliar. Pensar o estado em que estou (estamos), somos presente ou futuro. Mais que o marco da idade que ultrapassei, que é menor e última celebração que não quero mais pensar nele, há a dúvida sobre o que verdadeiramente me move e o que por detrás das pessoas as faz erguer-se e dirigir-se de encontro a algo eterno.

100 anos. É apenas isso a que aspiro. A 100 anos. Porque me sinto apenas assim. Perdido por vezes. De encontro a alguma parede noutras alturas. Quero apenas 100 anos de nós. De desejo e satisfação. Desejo e satisfação. Busca e conquista?

A grande questão que me colocam os anos que vem, é a de saber se verdadeiramente quero? Se verdadeiramente movo? Ou antes apenas respondo? Satisfaço os caprichos do mundo e não os meus desejos.

Como Hércules, talvez as minhas 12 tarefas sejam consideradas sobre-humanas, talvez apenas impossíveis, e assim mesmo consiga vencer a Hidra e chegar perto do ponto de imortalidade que caracteriza o desejo de todos. O desejo de esquecer o passado para ser o futuro imortal.

Voltar a casa é sem dúvida desejo e ambição. Mas é também um refúgio. Uma vontade de estar mais perto, de estar em paz comigo e com aqueles que quero. E quero. Decisão do que verdadeiramente é casa. O que é casa? É ser, é desejo? É paixão? É repouso e sossego. É instante que perdura em ensejos distraídos?

A egotrip da semana fica sem uma resposta concreta. Afinal todos teremos uma para dar, um reflexo de nós para mostrar e um desejo oculto para conquistar.

Blue Moon
Billie Holiday

(Richard Rodgers / Lorenz Hart)

Blue moon,
you saw me standing alone
without a dream in my heart
without a love of my own.

Blue moon,
you knew just what I was there for
you heard me saying a prayer for
somebody I really could care for.

And then there suddenly appeared before me,
the only one my arms will ever hold
I heard somebody whisper, "Please adore me."
and when I looked,
the moon had turned to gold.

Blue moon,
now I'm no longer alone
without a dream in my heart
without a love of my own.

Sábado, Novembro 27, 2004


 
27,4FM

Sexta-feira, Novembro 26, 2004


 

Massagens ou pequenos stresses...

Era para escrever sobre a maravilhosa massagem que recebi da Rosa, mas o texto não estava grande coisa, nem de perto nem de longe era merecedor do trabalho que a Rosa fez, pelo que ficou ali em baixo, abandonado, num Draft para nunca ser publicado. Se quiserem saber mais sobre as magníficas massagens da Rosa... perguntem ou esperem...

Mudando de assunto:

Faltam menos de 24h. TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC....

Ora senhores e senhoras...
pois é..
Portem-se todos mal, ou bem, ou... "preparar reunião de amanhã" / "Comprar Bolo de Chocolate"
Hm.. Colesterol... Hm.. Médica dia 3.. Hm.. Boa noite... que isto não sai nada... de nada...

Aqueles que PROCURAVAM alguma coisa inteligente para ler aqui... voltem depois de dia 5 de Dezembro que até lá estou a DISPARATAR. TILT TILT TILT TILT TILT TILT

CARMEX: Lip Balm
Mode de empleo: aplicar sobre labios secos y agrietados. Exvlusivamente para uso externo. Mantener fuera del alcance de los niños.
Peso neto 7.5g



Quinta-feira, Novembro 25, 2004


 

Olhando o lago da margem...

O príncipe colocou o vestido na margem, junto dela, e voltou para os caniços. Poucos segundos depois encontrava-se na sua frente uma bonita rapariga de vestido branco, tão loura e doce e jovem que não havia palavras que a descrevessem.
Pearl S. Buck
, Histórias Maravilhosas do Oriente

A pergunta de leigo é: Se a rapariga fosse menos bonita, vestisse preto, fosse morena e um pouco amarga e menos jovem, haveria então palavras para a descrever? Será que continuaria a ser uma sapa nunca se transformando? Porque raio é que as raparigas enfeitiçadas são sempre altas, belas, loiras e jovens? Será que os sapos não envelhecem?

Bem, neste ponto tem razão. Os sapos nunca envelhecem. Vejam o Cocas. Nunca ninguém viu uma ruga ao sapo mais mediático do planeta. Pronto. Estou rendido. Alguém tem aí uma varinha de condão para me transformar em sapo?

Segunda-feira, Novembro 22, 2004


 

À Segunda

Um destes dias estava sentado a copiar um texto. Um texto que verdadeiramente me interessava. Sentei-me na janela e com uma caneta de feltro e uma bloco de folhas lisas, pus-me a copiá-lo.

Já há muito tempo que não consigo escrever. A imaginação secou-se e não produzo nada que valha a pena. Aliás, não produzo mesmo nada, nem que valha, nem que não valha. Nicles, zip, batatoides. Dedico o meu tempo a fotografar taxistas na minha rua e a copiar textos de outros.

O texto era sobre um vadio que matava outro por causa de uma rixa de cartas e um golo de Jack Daniels. Nada de especial, não estivesse impregnado do génio dos mestres. E a cada palavra que copiava, crescia-me o desejo de escrever por mim. Não que soubesse o que escrever, ou como, mas achei que se um tipo como este, que se limitava a andar aos socos, a beber cerveja e a dormir com mulheres feias, conseguia, também eu conseguiria qualquer coisa. Afinal a minha vida era semelhante. Ganhava a vida a apanhar o lixo durante a noite. Isto quando me apetecia. Bebia que nem um jarrão e ... bem quanto a mulheres, já não sei verdadeiramente o que é uma há 4 anos.

Não seria nada de mais escrever uma série de contos, de short stories. Eu com certeza que teria muito que contar. À medida que copiava o texto do tipo, foi crescendo em mim a vontade de escrever. Nessa noite faltei ao trabalho e dediquei-me a copiar o resto do livro. Nas noites seguintes também faltei, até que o Fernando veio a minha casa ver se eu estava doente. Disse-lhe que estava a escrever um livro e bati com a porta. FODA-SE O TRABALHO, gritei. Acho que fui despedido. Começava bem a minha aventura como escritor.

Uma noite consegui encontrar uma máquina de escrever que alguém tinha atirado fora. Era uma smith corona e precisava de muito arranjo. Demorei uns 5 meses a repará-la. Entretanto fui rabiscando nuns caderninhos lá por casa. A história era simples. Tinha que ser. Era a minha história. Um tipo mal enformado, desesperado com falta de dinheiro, mas com muitas aventuras da noite. Passava-as na rua em busca de acontecimentos. E tinha muitas coisas para contar. Claro que não eram histórias como as do mestre. Achava que me faltava prática e durante um tempo não me importei muito. Mas depois, de cada vez que lia o livro achava que o tipo fazia troça de mim. Sempre que achava ter atingido um novo patamar, lia o mestre e sentia-me ridiculamente pequeno. Como é que o gajo escrevia? Achei a dada altura que havia uma barreira linguística entre nós e talvez por isso não conseguisse compreender a sua obra na totalidade e dessa forma evoluir como escritor.

Comprei um dicionário de inglês. Ajudou durante uns meses. Mas depois voltou tudo ao mesmo. A necessidade de crescer era enorme e não percebia como escrever como o tipo. Afinal o tipo era um vagabundo. Um vadio. E eu já dedicara 6 meses à coisa. A passar mal, não saindo à rua, tirando apenas para tabaco e necessidades de sol... que a minha pele é muito branca. E nada. A escrita andava parada.

Por essa altura o meu pai apareceu na cidade. Estive com ele. Fomos jantar fora. Já não tinha uma refeição assim há mais de um ano. Deliciei-me. Contou-me que partia num barco da manhã seguinte para a Austrália e que precisava de um lugar para dormir nessa noite. Achei que fiquei a perder com a troca de um jantar por uma noite mal dormida, mas aceitei. Estivemos um pouco à conversa. Não lhe contei dos meus planos para ser escritor. Ele ia rir-se de mim e se tivesse bebido um pouco podia até ser malcriado e indelicado.

O meu pai partiu e deixou-me ficar dinheiro. Não percebi se alguma vez o voltaria a ver. Mas esse dinheiro deu para eu me aguentar alguns meses. Como estava rico, pelo menos momentaneamente, reparei a minha smith corona e decidi começar verdadeiramente a escrever. Fiz um corte radical com o mestre e queimei-o. Não me incomodaria mais. Desatei a martelar na minha máquina nova e só adormeci passadas duas noites. De cansaço, sobre o teclado. A minha senhoria veio ao meu apartamento e cobriu-me com uma manta. Um hábito que se repetiu constantemente a partir desta data.

Sábado, Novembro 20, 2004


 

Painkiller Soft Parade in a Rest House in Bombay

Depois do jantar, do almoço, ou lá o que foi - com as minhas noites loucas de 12 horas, já não sabia às quantas andava -, disse-lhe:

- Ouve, querida, desculpa, mas não vês que este emprego está a dar comigo em doido. Olha, vamos deixar esta vida. Vamos só ficar para aqui a fazer amor e passear e conversar um bocado. Vamos ao jardim zoológico. Vamos ver os bichos. Vamos pegar no carro e ver o mar. São só 45 minutos. Vamos jogar nas máquinas. Vamos às corridas, ao Museu, aos combates de boxe. Ter amigos. Rir. Este estilo de vida é como o estilo de vida de toda a gente: está a dar cabo de nós.

- Não Hank, temos de lhes mostrar, temos de lhes mostrar...

Era a provincianazinha do Texas a falar.

Desisti.
Charles Bukowski, Correios

Sexta-feira, Novembro 19, 2004


 

Calças Doces

Detesto desperdício. Por isso podem ver o danado que fiquei quando deixei cair um belo pedaço de chocolate derretido nas calças que trazia vestidas.

Quinta-feira, Novembro 18, 2004


 

Zviaghintsev

Zviaghintsev ergueu os olhos por um segundo. Nada, lá em cima, havia mudado nesta meia hora. O céu continuava a ser igualmente cerúleo, guardando a sua indiferença majestosa e serena;
Mikail Cholokov, Morreram pela Pátria

Terça-feira, Novembro 16, 2004


 

Satisfaction

I can't get no satisfaction,
I can't get no satisfaction.
'cause I try and I try and I try and I try.
I can't get no, I can't get no.

When I'm drivin' in my car
And that man comes on the radio
And he's tellin' me more and more
About some useless information
Supposed to fire my imagination.
I can't get no, oh no no no.
Hey hey hey, that's what I say.

I can't get no satisfaction,
I can't get no satisfaction.
'cause I try and I try and I try and I try.
I can't get no, I can't get no.

When I'm watchin' my tv
And that man comes on to tell me
How white my shirts can be.
Well he can't be a man 'cause he doesn't smoke
The same cigarrettes as me.
I can't get no, oh no no no.
Hey hey hey, that's what I say.

I can't get no satisfaction,
I can't get no girl with action.
'cause I try and I try and I try and I try.
I can't get no, I can't get no.

When I'm ridin' round the world
And I'm doin' this and I'm signing that
And I'm tryin' to make some girl
Who tells me baby better come back later next week
'cause you see I'm on losing streak.
I can't get no, oh no no no.
Hey hey hey, that's what I say.

I can't get no, I can't get no,
I can't get no satisfaction,
No satisfaction, no satisfaction, no satisfaction
Rolling Stones

Segunda-feira, Novembro 15, 2004


 

À Segunda

relógio swatch
Tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac


 

Pánico

Panic Atack... Panic Atack... Estão todos convidados a desaparecer da minha frente nos próximos 15 dias. Panic Atack Panic Atack...

Sexta-feira, Novembro 12, 2004


 
Quem dá conta desta cangalhada? Sabem quando as máquinas tomam conta dos nossos afazeres? Quando por mais que não queiramos elas resolvem mudar o aspecto de alguma coisa porque assim o definiu um tipo qualquer num escritório algures numa vulgar cidade de interior norte-americana? Pois é...

O Meu dreamweaver Mx tem a mania de adicionar um Left 741px a uma classe numa CSS de um site de um cliente. Argh!!! De cada vez que abro o MX..já sei que vou ter que ir depois à la pata mudar tudo. Há produtos bons... mas alguns deviam mesmo ficar-se pelo que são bons... não deviam querer meter-se por onde não são chamados...

O mesmo é válido para algumas pessoas. Estou FULO!!! Já agora, alguém tem aí uma familia à mão a precisar ser fotografada?

Vou almoçar... --da-se.

Quinta-feira, Novembro 11, 2004


 

S. Martinho

Podia ir fotografar as ditas. As castanhas a preto e branco, dar-lhes dramatismos estranhos e amar-lhes os momentos. Farei com que eles se arrependam de me deixar aproximar com os cliques silenciosos. Água-pé. Vou conhecer-te vou ver-te a bailar os lábios perante o frio e o quente chocando-se. Os dedos de luvas calçadas. O frio. Brrr. Quentinhas. Um pacotinho depositado nas mãos. Saboreado até ao instante final. Vem lá o Comboio. Vamos vamos. Bom S. Martinho para ti também...

Quarta-feira, Novembro 10, 2004


 

Médio med

Ora bolas... esqueci-me.

As natas, os doces, os travesseiros, os ... já estou com água na boca...malditas dietas de couves e ervilhas e cenouras e essas coisas todas saudáveis.

Terça-feira, Novembro 09, 2004


 

Doce da Avó

Como a minha médica apenas descobriu que tenho colesterol a mais... quero um doce da avó!
Vai um gajo fazer uns exames de check-up para confirmar que está tudo bem com a máquina e pimba, lá tinham que me descobrir qualquer merda para deixar de ser um tipo saudável. Agora tenho colesterol a mais. A médica de certeza que me vai colocar numa dietinha miserável. Ai vida.

Como já devem ter percebido... a mariana anda doida. Por isso, que tal darem um saltinho e verem com os vossos olhos o que se passa. É que este tasco de gajo doente agora está... enfermo com as novidades médicas e uma imagem é sempre mais agradável.

Segunda-feira, Novembro 08, 2004


 
]J[


 

À Segunda

Corridas. De um sossego presente em cada movimento, em cada suspiro, um instante fragmento que explode e se lança para o éter. Um fugidio encontro em abraços apertados. Fui subindo e esquecendo os instantes que ficavam sob os meus pés. Fui e deixei-me enlear. Força. Sobe mais alto em tons de rugido. Encontra o instante, o zimbório da tua palavra.

Balelas... Mas verdadeiramente a sombra não se abateu sobre a paisagem. O céu queimou num pulsar o risco de todas as rotações. E as viagens foram apenas instantes. E as palavras apenas momentos. E talvez um dia tenhámos passado ao lado do momento. Mas esse céu foi o nosso. O teu, o meu, o fim de tarde que nos cruzou e nos mostrou.

Uma fatia de bolo de chocolate com noz. Hm.. provado, deliciosamente saboreado. Dieta. Cuidado.

Domingo, Novembro 07, 2004


 
Um olhar + um momento + um click = Eternidade

Pena quando alguém se esqueçe de meter filme na máquina, ou pilhas, ou lentes

Sexta-feira, Novembro 05, 2004


 

Animais de estimação!

Gerente - Espere um minuto, por favor. Um minuto. O que é isso?
A.J. - É um caniche da Ilira. O animal mais nobre jamais domesticado pelo homem. Vai dar mais nível a esta chafarica.
Gerente - Eu cá desconfio que se trata de um babuíno de cu roxo e vai ter de o deixar à porta.
Comparsa - Não está a reconhecer quem é? É o A.J., o último dos grandes clientes.
Gerente - Diga-lhe que leve o filho da mãe do babuíno de cu roxo daqui para fora e vá gastar dinheiro para outro sitio.

A.J. pára diante de outro cabaré e espreita lá para dentro.
- Paneleiros elefantes e conas velhas. É aqui mesmo! Avanti, ragazzi!
William Burroughs, Festim Nu

Quinta-feira, Novembro 04, 2004


 

fertilidade

1 -

quem planta
palavras
colhe poemas

2 -

nunca plantei meu quintal
mas lá estão três
formigueiros gigantes

3 -

------- mudo desafio
às minhas
ferteis mãos
Márcio Vicente Silveira Santos


Quarta-feira, Novembro 03, 2004


 


Terça-feira, Novembro 02, 2004


 
The Revolution Will Be Televised

Segunda-feira, Novembro 01, 2004


 

À Segunda

"À Segunda" quase Terça! Parece ser rotina isto, hem?
Dia de mortos. Dia de antevisões. Dia de fim-de-semana-prolongado-passado-a-trabalhar. Amanhã não tenho que os lembrar. Nunca lembro os meus mortos. Nunca me incomodou. Aliás, esqueço facilmente, até os vivos. Nunca lembro os meus mortos. Sou instante e sempre futuro. Nunca lembro os meus mortos. Até ao momento em que alguém me dá um estalo e me faz chorar. Nunca lembro os meus mortos. Falta de respeito e indiferença, dizes. Nunca lembro os meus mortos. Sou vadio de pensamento e fico sozinho sentado no chão de uma sala montando um castelo da LEGO. Nunca lembro os meus mortos. Argh, sempre sentado no sofá. Rebentarás de tanta inanição. Nunca lembro os meus mortos. Levanto-me e vou levar o lixo à rua.


 

Afinal não sou o único!

O filme da minha vida é uma raridade, Hong Gao Liang de Yimou Zhang, que vi num festival em 198 e qualquer coisa... O filme tem um fotografia fantástica e por causa dele comecei verdadeiramente a gostar de cinema. Até hoje falar deste filme era uma raridade. Mais ninguém parecia ter ouvido falar dele, ou então ouvia invariavelmente um "Hm, Ah!, esse tipo ganhou Cannes há uns anos, não ganhou?". Não soubesse eu que o filme existia, quase poderia dizer que tinha sido o único ser vivo a vê-lo. Agora, pelos profiles do blogger, descobri que há mais alguém que viu e que o acha um grande filme. Lide Wang, sejas tu lá quem fores, os meus parabéns, tens bom gosto. Afinal não sonhei. Hong Gao Liang foi visto por mais alguém...

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